Cabruca
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Sala de Imprensa - Notícias

04/02/2015

Projeto do Instituto Cabruca aumenta Produção de Cacau de qualidade e diminui emissões de Carbono

Uma das beneficiadas é a Cooperativa de Gandu localizada no baixo Sul da Bahia que deve atingir até o final deste ano a marca de 700 toneladas de cacau seco sem nenhuma emissão de carbono para a atmosfera.

 

Atualmente com 1.300 associados a COOPAG, vem desde do ano de 2009, exportando lotes de cacau fino para a Itália e outros países. No início deste processo um gargalo encontrado para a consolidação nesse mercado, foi à detecção de lotes classificados com a presença de fumaça. Isto, em função da forma tradicional de secagem do cacau na região, que utiliza secadores artificiais com queima de madeira, o que promove o desmatamento da mata atlântica, a emissão de carbono para a atmosfera e a consequente perda da qualidade pela contaminação das amêndoas.

 

A partir deste cenário a cooperativa procurou auxilio do Instituto Cabruca que junto com a Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC e o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPQ e Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA, iniciaram um projeto inovador de padronização da qualidade do cacau, com foco no uso de estufas plásticas como uma alternativa a secagem a fogo. 

 

Segundo a pesquisadora Adriana Reis do Instituto Cabruca “hoje, a secagem natural, praticada ao sol é uma alternativa economicamente viável ao produtor da região, que reduz os custos da mão de obra, o desmatamento e a emissão de C para a atmosfera. Tudo começou com a instalação de uma estufa demonstrativa” Reis também relata, que o Instituto Cabruca, seguindo o exemplo do que aconteceu em Gandu, já instalou mais 12 estufas demonstrativas em comunidades de agricultores familiares espalhadas por toda região Sul da Bahia.

 

A partir da parceria iniciada com a COOPAG e de uma parceria mais recente com a Mondelez Internacional, o número de estufas plásticas na região não parou de subir, bem como o volume de cacau comercializado com valor agregado, que subiu de 90 toneladas de amêndoas em 2012 para 700 toneladas em 2014. Isto representa cerca de 30% do cacau da cooperativa. Os resultados também atingiram o aumento do número de sócios que passou de 800 para 1300 em dois anos, e o aumento de 15% em média do valor de comercialização do produto.

 

 
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