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Bahia sediará o I Congresso Nordestino de Produção Orgânica em 2020
I Congresso Nordestino de Produção Orgânica

15 de outubro de 2019

Bahia sediará o I Congresso Nordestino de Produção Orgânica em 2020

Aconteceu no último dia 14/10 na sede da Superintendência Federal de Agricultura da Bahia no Ministério de Agricultura Pecuária e Abastecimento, a 1˚ reunião da Comissão Organizadora do I Congresso Nordestino de Produção Orgânica, que acontecerá em Salvador/BA entre 27 e 31 de julho de 2020.

A partir de estudos, demandas do setor orgânico e dos debates nos últimos Seminários de Produção Orgânica que aconteceram em Salvador/BA em 2018 e 2019, a Comissão de Produção Orgânica da Bahia – CPOrg/BA, propôs a realização do I Congresso Nordestino de Produção Orgânica, que terá o objetivo de contribuir para formular, discutir e refletir acerca de questões técnico-científicos, culturais, sociais, econômicas e ambientais relacionadas a formação e gestão de conhecimentos em produção orgânica, que cooperem para a inserção deste tema na pesquisa, no ensino, na formação e extensão, visando construir e consolidar o setor da produção orgânica no Nordeste.

De acordo com Thiago Guedes Viana, Coordenador da CPOrg da Bahia e da Comissão Organizadora do Congresso, “a ênfase do evento se dará na discussão das oportunidades e desafios para a produção orgânica...”. Sobre a pretensão do evento, Guedes afirma que “uma das estratégias é articular a rede de produção orgânica do Nordeste e neste sentido todas as CPOrgs dos estados do Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe já estão mobilizadas para realizarmos um evento que represente os diversos segmentos do setor orgânico, como pesquisadores, professores, extensionistas, estudantes, produtores, consumidores, empresários, legisladores, gastronomia, comunidades indígenas, quilombolas, assentados, agricultores familiares”, além do fortalecimento dos Sistemas Participativos de Garantia e das Organizações de Controle Social para venda direta.

Na programação do Congresso estão previstas conferências, simpósios, sessões temáticas, apresentações orais, pôsteres, submissão de trabalhos técnicos, minicursos técnicos, relatos de casos de sucesso, teias de aprendizagem, estandes para rodada de negócios, feira de alimentos orgânicos, visitas técnicas e momentos culturais. “Para isso já estamos em contato com palestrantes que possuem experiências nacionais e internacionais”, relata Vanuza Paiva, da Superintendência Federal de Agricultura da Bahia do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento e da Comissão Organizadora do Congresso.

Para Welliton Hassegawa, da Superintendência da Agricultura Familiar da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia e da Comissão Organizadora do Congresso, os trabalhos serão desenvolvidos buscando atender a aspectos relacionados as políticas públicas, educação, formação, inovação tecnológica, startup orgânica, produção de Bioinsumos, comercialização, certificação, sistema participativo de garantia, gastronomia, assistência técnica e extensão rural, mercado orgânico, redes de comercialização, processamento, beneficiamento da produção, rastreabilidade, logística, identificação, coleta, tratamento, análise e disseminação das informações estratégicas para os sistemas orgânicos de produção viabilizando seu uso no processo decisório do segmento, com o objetivo de incrementar a qualidade, a produtividade e a competitividade dos produtores e demais integrantes dos sistemas orgânicos de produção.

O Congresso fortalecerá a rede de contatos e estabelecimento de negócios da produção orgânica do Nordeste, podendo abrir novos mercados para o segmento orgânico, destaca Sandra Soares, Coordenadora da CPOrg do Ceará e da Subcomissão Temática da Produção Orgânica - STPOrg Nordeste 1.

Segundo Maria Amália, da CPOrg da Paraíba e da Subcomissão Temática da Produção Orgânica - STPOrg Nordeste 2, será uma boa oportunidade de aprendizados na produção orgânica e troca de experiências, além de promover o encontros das instituições envolvidas com os sistemas de produção orgânico, possibilitando a discussão de temas atuais relacionados ao segmento dos orgânicos, numa perspectiva em prol da saúde, alimentação saudável e nutritiva e do cuidado com a Mãe Terra.

 

Brasil sediará reunião da Comissão Interamericana de Agricultura Orgânica em Agosto de 2020 em Brasília

A decisão foi tomada durante a XI reunião em Santo Domingo, na República Dominicana. A reunião será realizada em Brasília, no mês de agosto, com a participação dos países-membros da comissão: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Estados Unidos, Honduras, Guatemala, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. Espanha e Portugal participam como observadores permanentes.

A CIAO tem como objetivo atuar como instância técnica de gestão de conhecimento e de socialização e difusão de informações relevantes ao setor, além de contribuir para o fortalecimento das estruturas institucionais das autoridades competentes da temática de agricultura orgânica nos países americanos.

 

Sobre as Comissões de Produção Orgânica

Cada estado da federação conta com uma Comissão da Produção Orgânica - CPOrg. As comissões são compostas paritariamente por representantes de organizações não governamentais e entidades governamentais, reunidas em torno do desenvolvimento da Produção Orgânica de cada Estado.

Na Bahia, a CPOrg é composta pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), Embrapa Mandioca e Fruticultura, SEBRAE, Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia, Superintendência da Agricultura Familiar, Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), BAHIATER, ADAB, SENAR, INCRA, CEPLAC, UEFS, Faculdade de Farmácia e Bioquímica da UFBA, UFRB, IFBA, IF Baiano, Secretaria de Agricultura e Pesca de Mata de São João, Secretaria de Desenvolvimento de Agricultura e Pesca de Camaçari, Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Salvador (VISAMB), Banco do Nordeste, Associação Fazenda Ana Rosa, Rede de Agroecologia Povos da Mata, Instituto Cabruca, AFOMA, CEALNOR, CEDITER, COOPECAB, Fórum Costa dos Coqueiros - Agenda 21, Sindicato Nutricionistas da Bahia e UNISAN.


As atividades da CPOrgs estão definidas na Instrução Normativa n° 13/2015 e podem ser compreendidas como a criação e manutenção de um espaço de articulação para o desenvolvimento da Produção Orgânica nos Estados, integrando-se com as demais comissões dos demais estados sob a coordenação no Nordeste da Subcomissão Temática de Produção Orgânica – STPOrg e da Comissão Nacional de Produção Orgânica - CNPO.

 

Mundo Orgânico

O mercado brasileiro de orgânicos faturou em 2018 R$ 4 bilhões, resultado 20% maior do que o registrado em 2017, segundo o Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis), que reúne cerca de 60 empresas do setor (MAPA, 2019).

O mercado global de orgânicos, sob a liderança dos Estados Unidos, Alemanha, França e China, movimentou o volume recorde de US$ 97 bilhões, em 2017. O balanço foi feito pela Federação Internacional de Movimentos da Agricultura Orgânica (Ifoam) e divulgado em fevereiro (MAPA, 2019).

O Brasil é apontado na pesquisa como líder do mercado de orgânicos da América Latina. Contudo, quando se leva em consideração a extensão de terra destinada à agricultura orgânica, o país fica em terceiro lugar na região, depois da Argentina e do Uruguai, e em 12º no mundo (MAPA, 2019).

A escolha dos brasileiros pelos orgânicos é justificada com mais força pela questão da saúde (84%), e o percentual de consumo de produtos orgânicos no Brasil passou de 15% para 19%, nas pesquisas realizadas em 2017 e 2019 pela Organis. Em 2017, o Sul e o Centro Oeste foram as regiões apontadas como maiores consumidoras de orgânicos no país e o Sudeste apresentou o menor percentual de consumo, 10%. Já em 2019, os maiores consumidores foram o Sul e o Nordeste, demonstrando um incremento significativo no consumo por alimentos orgânicos no Nordeste (ORGANIS, 2019).

De acordo com o estudo, as frutas, verduras e o alface lideram entre os alimentos orgânicos mais consumidos no país e o principal motivo para consumir orgânicos é a saúde para 84% dos entrevistados (ORGANIS, 2019).